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Atonismo

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Atonismo, também conhecido como a “heresia de Amarna”, é a primeira religião monoteísta (ou henoteísta),
conhecido na história, promovendo o culto do disco solar Aton. Por motivos ainda pouco compreensíveis, mas provavelmente por causa do conservadorismo e da hostilidade do clero tebano, faraó Amenófis IV, decidiu abandonar o culto dinástico do deus Amon, “o deus oculto”.

História antes do Atonismo

Aton, o deus do atonismo aparece em primeiro textos que datam desde a XII dinastia egípcia, na história de Sinué. Durante o Império Médio, a Aton “como um disco solar … foi apenas um aspecto do deus sol Rá. O Aton foi um deus sol relativamente obscura, fora o período atonista, seria apenas uma figura na história egípcia. Embora existam indícios de que a Aton foi se tornando pouco mais importante no período da XVIII dinastia. Amenófis III nomeou a sua barcaça real como Espírito de Aten – mas foi o Amenófis IV, que introduziu a revolução atonista, em uma série de etapas que culminou com a instalação oficial do Aton como deus único do Egito. Apesar de cada linhagem de reis antes do reinado de Aquenáton:

“já tinha adotado uma divindade como [um] rei patrono e do Estado como deus supremo, nunca tinha havido uma tentativa de excluir outras divindades, e a multidão de deuses tinham sido tolerado e adorado em todos os momentos …. [Durante] o reinado de Tutmés IV foi identificado como um deus distinto solar, e seu filho, Amenófis III criou e promoveu um culto separado para a Aton. Não há nenhuma evidência [no entanto] que ele (Amenófis III) negligenciado os outros deuses ou tentativa de promover o Aton como uma divindade exclusiva.[1] ”

Revolução Atonista

Amenófis IV introduziu o atonismo no quinto ano do seu reinado (1348-1346 a.C.), elevando o Aton com o estatuto de deus supremo, depois de ter inicialmente permitido a adoração continuada dos deuses tradicionais. Para enfatizar a mudança, o nome de Aton foi escrito na forma de cartela normalmente reservado para faraós, uma inovação do atonismo. Esta reforma religiosa parece coincidir com o anúncio de uma festa Heb-Sed, uma espécie de jubileu real destinado a reforçar os poderes divinos do faraó. Tradicionalmente realizada no trigésimo ano do reinado do faraó, este possivelmente era um festival em honra do faraó Amenófis III, que alguns egiptologistas acham que tinha uma co-regência com seu filho, Amenófis IV, de dois a 12 anos.

No 5º ano marca o início da construção de uma nova capital, Aquetaton (Horizonte de Aton), atualmente conhecida como Amarna. Evidência disso aparece em três das estelas de fronteira usadas para marcar os limites da nova capital. Neste momento, Amenófis IV mudou oficialmente seu nome para Aquenáton (filho de Aton) como prova de seu novo culto. A data prevista para o evento foi estimado a cair em torno de 02 de janeiro desse ano. No 7 º ano de seu reinado (1346/1344 a.C.), a capital foi transferida de Tebas para Akhetaton (atual Amarna), embora a construção da cidade parece ter continuado por mais dois anos. Ao mudar a sua corte dos tradicionais centros cerimoniais, Aquenáton estava sinalizando uma transformação radical no foco do poder religioso e político.

O movimento do faraó e de sua corte a partir da influência do sacerdócio e dos centros tradicionais de culto, mas o decreto tinha um significado religioso mais profundo demais, tomadas em conjunto com a sua mudança de nome, é possível que a mudança para Amarna foi também significou como um sinal de morte simbólica do faraó e do renascimento. Pode também ter coincidido com a morte de seu pai e do fim da co-regência. Além de construir uma nova capital, em honra de Aton, Aquenáton também supervisionou a construção de alguns dos templos mais maciço no antigo Egito, incluindo uma em Karnak e outra em Tebas, perto do antigo templo de Amon.

No 9º ano (1344/1342 a.C.), Aquenáton reforçou o regime atonista, declarando a Aton a ser não apenas o deus supremo, uma divindade única e universal, e proibindo a adoração de todos os outros, incluindo a veneração dos ídolos, mesmo particular nas casas das pessoas, uma arena de Estado egípcio não haviam tocado em termos religiosos. Atonismo foi então baseada no monoteísmo unitário estrito, a crença em um Deus único. Aton foi abordada por Aquenáton em orações, como o grande hino a Aton: “O único Deus, ao lado dele não existe nenhum”.

Aquenáton fez o regicídio ritual do velho deus supremo Amon, e ordenou a desfiguração dos templos de Amon em todo Egito, e de todos os deuses antigos. A palavra “deuses” foi proscrita e inscrições foram encontradas no qual até mesmo hieróglifo da palavra “mãe” tenha sido retirada e re-escrito em sinais alfabéticos, porque tinha o mesmo som em egípcio antigo como o som do nome da deusa Mut de Tebas. Nome de Aton também está escrito de forma diferente após 9º ano, para enfatizar o radicalismo do novo regime. Já não é a Aton escrito usando o símbolo de um raio do disco solar, mas em vez disso, está escrito foneticamente.

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Tutancâmon

Tutancâmon (português brasileiro) ou Tutancámon (português europeu), também conhecido pela grafia Tutankhamon (m. 1 324 a.C.[1] ), foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência.hith-hippo-king-tut-E

Era filho e genro de Aquenáton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 8 anos, provavelmente com sua meia-irmã, Anchesenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu, provavelmente, em 1 324 a.C.[2] , aos dezenove anos, sem herdeiros – com apenas nove anos de trono – “o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia egípcia”, na opinião de Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egito de 3 400 anos atrás.
Origens familiares
As fontes disponíveis sobre a vida de Tutancâmon referem explicitamente o nome do pai e da mãe deste rei. A sua origem real é certa, conforme a inscrição num bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis onde o rei é descrito como “filho do rei, do seu corpo”.

Para alguns investigadores o seu pai foi o rei Amenhotep III (ou Amenófis III, segundo a versão helenizada do nome), enquanto que outros defendem ter tido como pai o filho e sucessor deste, Amenófis IV, que mais tarde mudaria o seu nome para Aquenaton em resultado das concepções religiosas que faziam do deus Aton a divindade mais importante.

Para apoiar a tese da paternidade de Amenófis apontava-se as várias inscrições nos muros e na colunata do templo de Luxor, feitas no tempo de Tutancâmon, nas quais o jovem rei refere-se a Amenófis como seu pai. Contudo, deve ser salientado que no Antigo Egito o termo “pai” tinha um sentido amplo, podendo ser utilizado para se referir a um avô ou até mesmo a um antepassado longínquo. Caso tenha sido filho de Amenófis III, poderia ter tido como mãe a grande esposa real deste soberano, Tié. Nesse sentido, muitos historiadores sustentavam esta ideia tendo em vista que Aquenáton era proscrito, logo seria mais interessante que se pensasse que Amenófis III era seu pai. Além disso, no túmulo de Tutancâmon no Vale dos Reis encontrou-se uma madeixa de cabelo da rainha Tié. Para reforçar ainda mais esta tese apontam-se as semelhanças físicas entre Tié e Tutancâmon. No entanto, em recente análise de DNA das múmias pelo egiptólogo Zahi Hawass, ficou comprovado que o pai de Tutancâmon é o faraó monoteísta Aquenáton[3]

Outra hipótese relativa os progenitores de Tutancâmon, a mais aceita hoje em dia, aponta como seus pais Aquenáton e uma esposa secundária deste, Kiya. Esta rainha poderia ter uma origem estrangeira, talvez mitânia. Uma cena num relevo do túmulo de Aquenáton, no qual a família real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à morte de Kiya durante um parto, sendo este justamente o parto de Tutancâmon. Sabe-se pouco sobre Kiya, mas os últimos dados que se conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Aquenáton, data que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de Tutancâmon.

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Ankh

Há muitas especulações para o surgimento e para o significado do ankh, mas ao que tudo indica, surgiu na Quinta 220px-AnchDinastia. Quanto ao seu significado, há várias teorias. Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo da ressureição.

Muitos, sem ter qualquer conhecimento sobre a história de Ankh, acabam afirmando que este é um símbolo originalmente satânico ou um símbolo criado por algum culto de magia negra, porém, acredita-se que o seu real significado (que originalmente era egípcio) aponta para uma direção oposta a da cultura popular, pois a ideia mais aceita é de que o ankh na verdade seja um símbolo relacionado a vida.

A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia[carece de fontes]. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos.

Andrew H. Gordon e Calvin W. Schwabe especulam no livro The Quick and the Dead de 2004 que os simbolos Ankh, Djed e Was tem uma base biológica derivados da cultura de criação de gado do antigo egipto (ligado á crença egípcia de que o sémen era criado na coluna vertebral), assim:

O Ankh, símbolo da vida, vértebra torácica de um touro (visto em corte transversal);

O Djed, símbolo da estabilidade, a coluna vertebral de um touro;

O Was, símbolo do poder e dominação, o pênis seco de um touro símbolo da deusa Wosret ou Wasret.

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o ankh foi adotado por diversas culturas. Manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o ankh (por sua semelhança com a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica.

No final do século XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega. O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente o ciclo vital da natureza.

E diziam também que quem usa-se este simbolo em algum lugar do corpo, estaria protegido pelos deuses egípcios.

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