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Tutancâmon

Tutancâmon (português brasileiro) ou Tutancámon (português europeu), também conhecido pela grafia Tutankhamon (m. 1 324 a.C.[1] ), foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência.hith-hippo-king-tut-E

Era filho e genro de Aquenáton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 8 anos, provavelmente com sua meia-irmã, Anchesenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu, provavelmente, em 1 324 a.C.[2] , aos dezenove anos, sem herdeiros – com apenas nove anos de trono – “o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia egípcia”, na opinião de Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egito de 3 400 anos atrás.
Origens familiares
As fontes disponíveis sobre a vida de Tutancâmon referem explicitamente o nome do pai e da mãe deste rei. A sua origem real é certa, conforme a inscrição num bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis onde o rei é descrito como “filho do rei, do seu corpo”.

Para alguns investigadores o seu pai foi o rei Amenhotep III (ou Amenófis III, segundo a versão helenizada do nome), enquanto que outros defendem ter tido como pai o filho e sucessor deste, Amenófis IV, que mais tarde mudaria o seu nome para Aquenaton em resultado das concepções religiosas que faziam do deus Aton a divindade mais importante.

Para apoiar a tese da paternidade de Amenófis apontava-se as várias inscrições nos muros e na colunata do templo de Luxor, feitas no tempo de Tutancâmon, nas quais o jovem rei refere-se a Amenófis como seu pai. Contudo, deve ser salientado que no Antigo Egito o termo “pai” tinha um sentido amplo, podendo ser utilizado para se referir a um avô ou até mesmo a um antepassado longínquo. Caso tenha sido filho de Amenófis III, poderia ter tido como mãe a grande esposa real deste soberano, Tié. Nesse sentido, muitos historiadores sustentavam esta ideia tendo em vista que Aquenáton era proscrito, logo seria mais interessante que se pensasse que Amenófis III era seu pai. Além disso, no túmulo de Tutancâmon no Vale dos Reis encontrou-se uma madeixa de cabelo da rainha Tié. Para reforçar ainda mais esta tese apontam-se as semelhanças físicas entre Tié e Tutancâmon. No entanto, em recente análise de DNA das múmias pelo egiptólogo Zahi Hawass, ficou comprovado que o pai de Tutancâmon é o faraó monoteísta Aquenáton[3]

Outra hipótese relativa os progenitores de Tutancâmon, a mais aceita hoje em dia, aponta como seus pais Aquenáton e uma esposa secundária deste, Kiya. Esta rainha poderia ter uma origem estrangeira, talvez mitânia. Uma cena num relevo do túmulo de Aquenáton, no qual a família real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à morte de Kiya durante um parto, sendo este justamente o parto de Tutancâmon. Sabe-se pouco sobre Kiya, mas os últimos dados que se conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Aquenáton, data que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de Tutancâmon.